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Administradores clínicos e arquitetos: parceria para o sucesso na área da saúde

Administradores clínicos e arquitetos: parceria para o sucesso na área da saúde

26 de junho de 2018

Pesquisas recentes feitas nos Estados Unidos vêm sinalizando a importância da arquitetura no crescimento de empresas voltadas ao atendimento e à assistência médica. Os projetos mostram que é possível encontrar soluções para que a instituição de saúde seja financeiramente próspera, operacionalmente eficiente e ambientalmente responsável.

 

E isso é possível com a total integração entre os administradores clínicos e os arquitetos. Juntos, eles podem reduzir custos operacionais e promover resultados positivos para pacientes e profissionais nas organizações de saúde, impulsionando avanços na prestação de cuidados médicos. Acredite: as instituições só têm a ganhar em apoiar essa soma de forças, de informações e de experiências. Porém, para que esse time saia vitorioso na prática, é preciso estar aberto a discutir quatro temas que há anos vêm sendo questionados pelo mercado.

 

Criando soluções para propiciar a medicina preventiva

 

O primeiro é reconhecer que o atendimento imediato e urgente – princípio fundamental do sistema de saúde tradicional, sobretudo em doenças cardíacas, câncer e diabetes – gera custos absurdos de saúde em todo o mundo. Isso pode ser diferente se criarmos locais para as pessoas receberem educação em saúde, apoio preventivo e tratamento reativo, mudando a interação de todos com o próprio bem-estar físico.

 

Segundo artigo do site americano Health Facilities Management, de acordo com o Centro Nacional de Prevenção de Doenças Crônicas e Promoção da Saúde, dos Estados Unidos, um modelo proativo de assistência à saúde reduz custos em longo prazo e, principalmente, melhora a qualidade de vida de pacientes, residentes, funcionários e visitantes.

 

Projetos de arquitetura em comunhão devem prever atualizações de ambientes de saúde evitando gastos desnecessários

 

O segundo ponto refere-se à harmonia entre o plano operacional da instituição de saúde e o de arquitetura, visando ao futuro das instalações físicas – o ideal é que elas possam ser modernizadas de maneira eficiente e sem grandes gastos a qualquer tempo e necessidade. Ter essa visão em comum solidifica o valor de organização de assistência médica, que pode crescer com mais segurança e menos riscos, independentemente da rapidez com que os dados demográficos e a tecnologia mudam. E isso exige que os dois lados estejam em sintonia com as tendências e as evidências do mercado sempre.

 

Exemplos bem-sucedidos de arquitetura que auxiliaram na “atualização” de ambientes de cura e na diminuição de custos foram medidas de redução de ruído, grandes janelas e estações de enfermagem descentralizadas, entre outras, que levaram ainda à redução da rotatividade de pessoal e de gastos com medicação. Segundo estudo publicado pelo Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia, nos Estados Unidos, essas soluções propostas pelos arquitetos trouxeram retorno financeiro bastante significativo acumulado anualmente.

 

Planos clínicos e arquitetônicos em prol do bem-estar e da cidadania

 

A terceira temática está ligada à promoção de uma vida saudável. Ambos os planos – o da instituição de saúde e o da equipe de arquitetura – têm de mapear o incentivo ao bem-estar e à cidadania. Como? Construindo um edifício com acesso à natureza, ao transporte público, ao ciclismo e às vias para pedestres.

 

E quem são esses pedestres? Pacientes, residentes, funcionários e visitantes, que desfrutarão de ar fresco, luz natural e flora. De acordo com um estudo da Academia Internacional de Design e Saúde, da Suíça, a exposição prolongada a elementos naturais leva a doses menores de medicação para dor, menos complicações pós-cirurgia e maior satisfação no trabalho.

 

Avaliando novas possibilidades para disseminar o cuidado com a saúde

 

O último quesito se resume a duas palavras: somando forças. Embora a demanda e a utilização dos serviços de saúde varie muito entre os grupos demográficos, um estudo do Institute of Medicine, dos Estados Unidos, revela que a procura por serviços para idosos aumentará substancialmente nas próximas décadas, aumentando a pressão sobre os orçamentos de saúde e sobre a capacidade da força de trabalho das organizações de saúde para prestar esse atendimento.

 

A ideia, então, é adotar um modelo de atenção à saúde que inclua locais comunitários, de varejo e educacionais para atender as pessoas. Os profissionais de saúde nos Estados Unidos, por exemplo, estão cada vez mais administrando clínicas, instalações de atendimento de urgência e salas de emergência independentes ou “micro-hospitais” em locais de alto tráfego, como shoppings, mercearias e farmácias. Embora a cooperação com serviços diretos seja um desenvolvimento emergente, ainda há poucos exemplos em ação.

 

Mas o fato é que há muitos recursos inexplorados quando se fala em parceria com a comunidade. E esse é um grande desafio para administradores clínicos e arquitetos ajudarem a criar propostas para mudar o cenário da saúde no Século XXI.

 

É só olhar para além da caixinha e ousar.

 

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