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10 coisas importantes que você deveria saber sobre a Arquitetura Humanizada no Ambiente Hospitalar.

10 coisas importantes que você deveria saber sobre a Arquitetura Humanizada no Ambiente Hospitalar.

17 de novembro de 2016

Mesmo tratando-se de um conceito aplicado intuitivamente há muito tempo, a arquitetura hospitalar humanizada ainda está estruturando seus pilares. Manter o foco no paciente, sem deixar profissionais em segundo plano, é um desafio enfrentado por arquitetos no mundo contemporâneo. Com tantas frentes a serem consideradas, selecionamos momentos históricos relevantes e searas que merecem atenção especial. Confira:

 

Segundo sua definição semântica, a palavra hospital provém do latim “hospitalis” e significa “ser hospitaleiro, acolhedor, que hospeda”. Durante o século XVII, em decorrência da Revolução Industrial e do Iluminismo, surgiram os primeiros insights sobre a humanização deste espaço, com o homem sendo enxergado como parte da natureza. Esta mudança começa a acontecer por volta de 1770, quando as doenças são consideradas oficialmente patologias e o hospital como um espaço de cura;

 

– À partir de 1960, as construções padronizadas foram criticadas veementemente. A arquitetura pós-moderna, veio trazer uma profunda reflexão sobre o impacto de locais impessoais e frios na recuperação de pacientes. Para esta nova corrente, a relação ambiente-usuário foi deixada de lado, ao priorizar espaços estruturados, com o coletivo se sobrepondo ao individual.

 

– Para os especialistas, as unidades hospitalares devem ser colocados em grau de paridade com hotéis. Dessa forma, o paciente assume a persona de hóspede e toda a estrutura converge para seu recuperação. A internação assume status de maior importância, uma vez que o período de maior estadia no hospital acontece nela;

 

– A iluminação artificial das unidades deve ser incluída como prioridade no projeto arquitetônico inicial, antes mesmo de escolher as cores. Essencial em um ambiente saudável, influencia diretamente o equilíbrio fisiológico e psicológico dos pacientes;

 

– A utilização de cores, como  recurso para humanizar o ambiente ultrapassa os limiares da decoração. Elas contribuem diretamente para a sensação de bem-estar , afetando o processo de cura;

 

– O conforto higrotérmico, responsável por estabelecer uma relação entre a umidade e a temperatura do ambiente, deve funcionar controlando o acúmulo de calor natural da edificação e viabilizar a movimentação do ar para dispersar a umidade em excesso do local;

 

– O plantio de áreas verdes e a utilização de amplas áreas de ventilação natural, que renovam constantemente o ar, possuem duas funções concomitantes: proporcionam uma sensação doméstica e combatem a infecção hospitalar, mantendo as condições sanitárias dentro do estabelecido pela legislação;

 

– Os móveis de design saem da esfera residencial e passam a compor a decoração de centros médicos. Utilizar este recurso está diretamente ligado à integração do paciente com o ambiente, quebrando dessa forma o distanciamento com a instituição e trazendo uma atmosfera de leveza e proximidade;

 

– Como os hospitais são ambientes propensos a expansão, priorizar materiais modulares, aplicando o conceito de construção flexível, adaptável e desmontável é uma alternativa para que não haja a descaracterização da edificação no processo de ampliação;

 

– As salas de espera de clínicas e hospitais recebem nova nomenclatura na arquitetura hospitalar humanizada. Chamadas de “praça lounge”, são aplicados no local recursos de decoração para desfocar a atenção durante a espera pelo atendimento.

 

arquitetura humanizada

Consultório Odontológico Conceito – acr arquitetura

 

Diante do exposto, constata-se que a arquitetura humanizada não é apenas uma questão estética e sim de saúde pública. Dar ao ser humano sua devida importância dentro do contexto e proporcionar um ambiente que estimule sua recuperação sempre será seu principal objetivo.

 

Fontes:

http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/Sa%FAde/artigos/a_humanizacao_e_o_ambiente_fisico_hospitalar.pdf

http://arquiteturahospitalarnatal.com.br/r/pdf/artigo1.pdf

 

 

 

 

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