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Arquitetura hospitalar humanizada – conforto acústico

Arquitetura hospitalar humanizada – conforto acústico

21 de setembro de 2016

Durante muito tempo, a arquitetura hospitalar foi dirigida a prover a máxima eficiência funcional e sanitária, visando basicamente o conforto dos profissionais, distribuição de estruturas, equipamentos, mobiliários, etc.

A concepção de arquitetura humanizada é relativamente recente, começou a ser aplicada somente no século 20, mas de lá para cá vem se consolidando não mais como tendência, mas sim como necessidade, afinal agora já é de conhecimento geral que é necessário dotar a edificação hospitalar da capacidade de contribuir para o processo de cura.

O objetivo é proporcionar maior bem estar a todos os usuários, aliviar angústias e stress e com isto reduzir o tempo de internação. E, com relação à internação inclusive, o modelo a ser perseguido é o do padrão de hotelaria.

A humanização na arquitetura hospitalar envolve uma série de fatores que devem atuar de maneira interligada: conforto acústico, visual, luminotécnico, higrotérmico, ergonômico, entre outros.

Hoje, vamos discorrer sobre o primeiro: o conforto acústico.

Conforto acústico

O tratamento acústico influencia na recuperação dos pacientes, ao propiciar melhores condições de sono que interfere na recuperação física e emocional dos mesmos. Uma pesquisa feita pelo Center for Health Design dos EUA mostrou que a adoção de medidas para a redução de ruídos nos estabelecimentos de saúde pode melhorar o sono dos pacientes em até 7,3%.

O conforto acústico consiste na contenção de ruídos. Os ruídos são caracterizados por um ou mais sons desagradáveis aos ouvidos humanos.

O nível de ruído compatível com o conforto acústico em ambientes hospitalares como apartamentos, enfermarias, berçários e centros cirúrgicos vai de 35 a 45 DB (decibéis). Que é justamente o mesmo recomendado a hotéis. Este nível de ruído é equivalente a uma conversa moderada. A percepção sonora é de um ambiente calmo.

Materiais e aplicação

O conforto acústico consiste na utilização de materiais com capacidade para absorver ou dissipar o som. Mas envolve também o estudo da forma do espaço, área, taxa de ocupação e nível de “criticidade” para a correta especificação do revestimento acústico.

Existem hoje diversos materiais como fibras minerais, espumas de poliuretano, placas de gesso, vidros, lãs e mantas que podem ser utilizados em forros , pisos, paredes e divisórias para reduzir a vulnerabilidade a sons indesejados.

O nível de ruído adequado deve permitir a inteligibilidade (decodificação de conversas e contenção do efeito de eco), garantir a privacidade, conter tonais audíveis (como zumbidos, alarmes, roncos, etc), conter variações bruscas de nível perceptíveis ao longo do tempo (como passagem de motos, aviões, elevadores) ou conter níveis de pulsações (como o som de uma torneira pingando por exemplo).

Além disso, o conjunto de normas RDC50 preconiza que os materiais adequados para o revestimento de paredes, pisos e tetos em ambientes de áreas críticas e semicríticas devem ser resistentes à lavagem e ao uso de desinfetantes. Para procedimento críticos (salas de cirurgia, manipulação de nutrição enteral, quimioterápicos, procedimentos hemodinâmicos, área de leitos de UTI ou CTQ e áreas similares), os tetos devem ser contínuos e não removíveis a fim de evitar o acúmulo de sujidades em emendas.

Todos estes protocolos já fazem parte do cheklist de escritórios de arquitetura especializados em arquitetura hospitalar como a acr arquitetura. Para contemplar a humanização em arquitetura hospitalar, consulte sempre um especialista.

 

 

 

 

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