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Arquitetura hospitalar humanizada – Conforto Térmico

Arquitetura hospitalar humanizada – Conforto Térmico

05 de outubro de 2016

Novamente em continuidade ao tema da humanização na arquitetura hospitalar (iniciada com os posts sobre conforto acústico e conforto luminotécnico), hoje iremos discorrer sobre a influência do Conforto Higrotérmico  (nome técnico do conforto térmico).

O corpo humano é homeotérmico, ou seja, o seu organismo procura manter constante a temperatura corporal, que gira em torno de 37ºC. E é capaz de auto-ajustar sua temperatura dentro de certos limites. O Conforto Higrotérmico é obtido justamente com a neutralidade térmica, ou seja, uma temperatura ambiental em que o calor produzido em excesso por alguma atividade possa ser eliminado e que não ocorra perda do calor necessário à manutenção do equilíbrio interno (metabolismo basal – processos automáticos de produção de calor para manutenção de atividades vitais). Basicamente, não ser incomodado nem pela sensação de frio, nem pela sensação de calor, o que novamente também apresenta um aspecto de sensibilidade pessoal (como no Conforto Luminotécnico).

O desconforto higrotérmico causa reações físicas imediatas facilmente remediáveis. Mas a exposição prolongada pode provocar fadiga, desatenção, retesamento muscular, tontura, desmaios, que são incompatíveis com o que se espera de um ambiente de cura. O Conforto Higrotérmico pode ser obtido com o equilíbrio entre as necessidades do corpo e a oferta em seu entorno e aí reside a influência da arquitetura.

Metrópoles podem ser bolsões de calor

Os grandes centros urbanos com seu adensamento populacional e excesso de edificações aglomeradas com pouca oferta de áreas verdes influenciou o seu microclima, criando temperaturas médias mais elevadas, modificação no regime de chuvas e aumento da nebulosidade devido à poluição. Além disso, a construção de edificações e muros altos (como medida de segurança) impedem a livre circulação de ar, que é o grande recurso passivo de resfriamento e umidificação do ar.

O resultado disto é a necessidade cada vez maior de utilização de resfriamento ativo (sistemas de ar condicionado) que são os maiores vilões de consumo de energia elétrica.

O papel da arquitetura hospitalar no Conforto Higrotérmico

Projetar edificações hospitalares considerando o conforto dos usuários ao mesmo tempo em que se contempla padrões sustentáveis é uma tendência irrevogável. O objetivo com o Conforto Higrotérmico é projetar ambientes que potencializem sistemas passivos de condicionamento, reduzindo o consumo de energia elétrica e criando espaços menos herméticos, mais arejados e humanizados.

E esta necessidade em edificações hospitalares assume contornos mais importantes ainda, uma vez que a qualidade do ar em ambientes hospitalares climatizados é um fator de risco para incidência de infecção hospitalar. O sistema de ar condicionado pode ser uma das principais fontes de multiplicação microbiana, se houver falhas de configuração e manutenção dos equipamentos.

O tratamento de ar condicionado em ambientes hospitalares é regulado pela Norma NBR 7256 (embora haja uma normatização para quartos: a NBR 6401 e muitos outros ambientes específicos, além da própria Vigilância Sanitária).

Elencamos abaixo, a título de ilustração, alguns procedimentos ou produtos que exercem influência sobre a sensação térmica:

Enfim, esta é apenas uma introdução no assunto, que compreende ainda um volume muito grande de informações para aprofundamento. E, vale lembrar e ressaltar que a percepção de humanização é resultado de um conjunto amplo de parâmetros, medidas, procedimentos e atitudes. Um bom caminho é sempre centrar as ações nas necessidades e no bem-estar dos pacientes, acompanhantes e colaboradores. E o melhor atalho para este caminho é contratar um escritório de arquitetura especializado.

 

 

 

 

 

 

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