Voltar | Home / Mídia / arquitetura hospitalar pelo olhar da acr arquitetura

arquitetura hospitalar pelo olhar da acr arquitetura

arquitetura hospitalar pelo olhar da acr arquitetura

17 de novembro de 2017

O mundo não para. E esse constante movimento faz surgir novidades a cada instante. Aparece uma solução mais eficaz aqui, uma saída mais criativa acolá, um procedimento mais “verde” ou um material mais flexível e não nocivo de onde menos se espera. Não dá para prever o que vai acontecer, mas é possível idealizar os próximos passos levando-se em conta aprendizados, estudos, observações, erros e acertos.

 

O mesmo acontece quando se elabora o plano diretor de um hospital. Munido de conhecimento e experiência, o arquiteto divide essa missão com o cliente que, antes de mais nada, precisa definir o core business: será um hospital de generalidades, de queimados, pediátrico ou oncológico? Uma maternidade? O próximo passo é estabelecer o tamanho do empreendimento e suas peculiaridades e serviços, entre outros tópicos, para evitar possíveis gargalos no fluxo do atendimento do hospital.

 

Ponto a ponto, tudo – ambientes críticos, espaços que poderão ser unificados e até mesmo se a instituição terá ou não uma lavanderia própria – é exposto, discutido e levado em consideração para obter um planejamento minucioso e o mais amplo possível. Porém, sabe-se que somente um terço de qualquer projeto está sob total domínio de seu “mentor”: dos outros dois terços, um depende de terceiros e o outro simplesmente não se controla. Daí a importância de pensar e repensar em todas as variáveis possíveis.

 

Hospital modular, flexível e expansivo

 

Com informações e números nas mãos, o arquiteto coloca tudo no papel, sem perder de vista três princípios essenciais: modularidade, flexibilidade e expansibilidade. Sabe-se que, com o passar dos anos, o mercado pode sinalizar que determinado serviço não faz mais sentido ou um novo gestor hospitalar estipula outras necessidades. Ou, ainda, o hospital necessita de mais espaço para certo serviço, ou tecnologias de ponta surgem e demandam espaços diferenciados e com outras especificações. Costumamos dizer que reforma em um hospital é uma regra, não é uma exceção.

 

Por isso, elabora-se um projeto flexível e em módulos para sempre facilitar a mudança e a ampliação, permitindo que, no futuro, o hospital seja reformado, alterado ou expandido. Isso acontece porque todo negócio tem sua curva de crescimento. Assim, numa primeira etapa o hospital pode, por exemplo, ser inaugurado com 100 leitos, mas já foi projetado para ter mais 250. Plano diretor é isso: você planeja o máximo, por onde começar e todas as possíveis etapas futuras.

 

Projetando com empatia e excelência

 

Depois de planejar, o arquiteto “desenha” o hospital, pensando em detalhes que fazem a diferença a todos os públicos – clientes, colaboradores e fornecedores. Todos os pormenores são captados pelo olhar atento e observador do profissional, que por formação sabe da importância que o ambiente possui na vida quotidiana. Ele tem de pensar como os outros reagiriam naquele espaço, tentar se colocar no lugar do outro. A empatia é um exercício que deve ser praticado o tempo todo para se projetar corretamente.

 

Outro ponto essencial é o arquiteto se manter atualizado em relação às normas e tendências, fazendo cursos, frequentando simpósios e congressos da área. É o que o Instituto de Pesquisas Hospitalares – IPH e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar – ABDEH, entre outros órgãos, se propõem a fazer: aprimorar o conhecimento de todos os envolvidos na edificação hospitalar, de consultores, arquitetos e gestores até construtoras, administradores, médicos e enfermeiros. É preciso estudar o que já foi feito e o que se faz hoje na saúde para melhorar a formação de quem já atua no mercado e também de quem está se formando.

 

O fato é que, em todo projeto arquitetônico e principalmente o hospitalar, o arquiteto tem a missão de abordar os diversos aspectos – físicos, emocionais e regulatórios –, sempre unindo forma e função, sem perder de vista o bem-estar das pessoas. Para atender a essa múltipla demanda, é preciso sempre inovar. Não se pode pensar que o que servia ontem vai servir amanhã. Estamos num tempo de profunda transformação.

Top