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Como padronizar fachadas em projetos arquitetônicos

Como padronizar fachadas em projetos arquitetônicos

20 de julho de 2016

A padronização de fachadas de redes de prédios comerciais e/ou corporativos é de suma importância e impacta diretamente nos resultados de qualquer negócio, sobretudo se for destinado ao consumidor final.

Esta é uma preocupação tratada, em geral, de forma competente por grandes redes de franquia e redes de agências bancárias. Nestes casos, é vital que o cliente reconheça facilmente, e à distância, uma unidade da marca, às vezes mesmo antes de poder ler a marca na fachada. Alguns aspectos se tornam ícones reconhecidos das marcas e é positivo que isto aconteça. Exemplos disto são o teto vermelho das antigas lojas do Mac Donald’s, ou o paredão e o portal vermelhos do Bradesco.

 

 

Agora como manter esta unidade visual quando nos deparamos com edificações já existentes em padrões completamente diferentes como casas térreas, sobrados, edifícios, lojas de shopping, quiosques, stands em eventos, etc?

O primeiro passo (e o mais importante) é ter um manual de identidade visual que inclua, além do básico de aplicação da marca para comunicação visual, padrões arquitetônicos para replicação em novas unidades.

Um dos aspectos mais fortes de reconhecimento são as cores. Como em geral as cores são especificadas em escala Pantone, Cmyk ou RGB é importante que sejam feitos testes em materiais de aplicação para que o tom se mantenha o mais fiel possível ao original.

A aplicação do logotipo é outro passo fundamental. Qual o local mais adequado de aplicação? Leve em consideração não somente um lugar de destaque ou elevado na edificação, mas também outros aspectos como qual o sentido principal ou de maior fluxo? Talvez seja necessário ter uma segunda aplicação de marca lateral ou transversal para contemplar um outro ângulo. Outro aspecto: os clientes chegarão até a unidade de carro ou a pé? O campo de visão da marca tem escalas diferentes nestas duas aplicações. A localidade tem alguma restrição específica quanto ao posicionamento de logos, totens, luminosos? Em São Paulo, temos uma legislação específica sobre isto: a Lei Cidade Limpa. Então, adaptações por localidades também tem de ser contempladas.

O detalhamento com especificação de materiais utilizados não só na logotipia, como também em acabamentos externos como tintas, texturas, revestimentos, também devem constar do manual. Outro ponto fundamental é a iluminação. O estabelecimento terá atendimento noturno? A iluminação da rua é satisfatória? À noite, locais bem iluminados ganham destaque imediato e conferem sensações agradáveis como segurança e acolhimento, mesmo em ambiente externo.

Aqui na acr arquitetura, desenvolvemos protocolos específicos para padronização de fachadas dos nossos clientes.

Um bom exemplo de padronização foi o Dr. Consulta, rede clínicas populares.

 

 

No Dr. Consulta, o desafio foi manter a padronização de fachada inclusive em unidades de shopping. Neste caso, o ícone visual é o portal azul, que “envelopa” a fachada das diferentes edificações, fazendo o “link” imediato com as demais unidades da rede.

Então, em seus próximos projetos, caso ainda não tenha, inclua padrões arquitetônicos em seu manual de identidade visual, ou então contrate um arquiteto experiente neste sentido. Além de potencializar os seus esforços em Branding, o manual ainda agiliza processos construtivos porque fornece direcionamentos precisos facilmente replicáveis, economizando tempos de projeto, execução e recursos.

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