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Conceitos importantes sobre Arquitetura de Redes, na Saúde e no Varejo.

Conceitos importantes sobre Arquitetura de Redes, na Saúde e no Varejo.

08 de dezembro de 2016

A acr arquitetura, com notório conhecimento no projeto de redes hospitalares e de saúde, como Dr. Consulta e o grupo Fleury de Medicina e Saúde abraça um novo desafio desenvolvendo agora seu primeiro projeto varejista para a Rede Benjamin, a Padaria. A arquitetura de redes é um tema pouco abordado, mas que merece atenção. Será que existem diferenças, conforme o escopo do negócio? Quais as peculiaridades na arquitetura de redes? Para elucidar as dúvidas, separamos tópicos relevantes para esclarecer o tema. Confira:

 

Arquitetura de redes para serviços e produtos – Existem diferenças estruturais ao criar projetos para as duas vertentes. Ao conceber um projeto na área da saúde, o foco deve ser a prestação de serviços. Por se tratar de um algo intangível, faz-se necessário manter um fluxo inteligente e intuitivo entre o colaborador e o cliente. Aqui, o consumidor já possui um objetivo pré-definido e o ambiente, ao invés de ser determinante para a decisão de compra, assume uma posição receptiva, que objetiva oferecer ao consumidor uma boa experiência e consequente fidelização. Já nas redes varejistas, a forma de consumir é diversa e a disposição de cada detalhe da loja deve estimular o consumo. Neste contexto, a arquitetura deve expor produtos de forma sedutora e criar um ambiente funcional, onde o cliente possa transitar livremente. O fluxo entre consumidor, colaborador e produto deve confluir para proporcionar uma boa experiência dentro do estabelecimento.

 

Importância do mobiliário – O mobiliário tem papel fundamental, sendo tão importante quanto a arquitetura, fazendo parte da imagem corporativa, ele viabiliza os fluxos e o desempenho das tarefas, desempenhando um papel essencial dentro destes projetos. Com seu design, cores e estilo, são responsáveis por ajudar a criar a identidade visual de uma marca. Sempre ergonômicos devem se adequar à proposta do negócio: nas unidades assistenciais de saúde, é preciso oferecer conforto e segurança aos colaboradores e clientes, que terão um tempo de permanência maior dentro da unidade. Já em uma rede de fast foods, que possuem uma alta rotatividade de pessoas, devem estimular o consumo rápido do produto para que outras pessoas se acomodem a seguir. Em um terceiro exemplo, no caso de lojas que ofereçam uma experiência gastronômica, como na Benjamin fazemos o contrário, o conforto deve ser priorizado deixando o cliente à vontade. Vale lembrar que em todas as ocasiões os móveis precisam ser duráveis e de fácil reposição e manutenção.

 

Arquitetura de rede significa o mesmo modelo para todas as unidades? – Apesar de buscar a similaridade entre as lojas de uma rede, não está aí intrínseco a criação de uma template e sua reprodução em série. Exemplo disso são as unidades do Dr. Consulta. Estruturamos um padrão através do seguinte conceito: todas as unidades possuem uma vitrine onde é possível visualizar o interior da sala de espera mesmo sem entrar. Uma vez dentro, o menuboard, com a relação de serviços da unidade está ao alcance da visão. A clínica popular é um serviço absolutamente novo, seu cliente não era habituado a pagar pelo serviço, pois usava o SUS. Então, a vitrine o deixa à vontade para entrar, o menuboard em letras grandes o deixa à vontade para ver os preços sem perguntar. O circuito de salas de consulta e exames cria um fluxo que direciona o cliente para o agendamento do retorno e para a saída, tudo muito intuitivo. Com isso, é possível criar uma semelhança entre as unidades, replicando um conceito e não um modelo.

Para atender à demanda da Benjamin, a Padaria, objetivamos ambientes aconchegantes, intuitivos e de longa permanência. Temos diversos produtos, cada um exposto à sua maneira, logo que o cliente entra ele vislumbra que está numa padaria artesanal. Empregamos suportes de autoatendimento com um mini mercado e locais onde os clientes podem ser atendidos no próprio balcão ou em suas mesas. Com o menuboard sempre visível, o salão é convidativo à permanência e além destes espaços são importantes os fluxos de pagamento, de estoque, de cocção e preparo e de lavagem.

 

A importância do arquiteto  – O arquiteto por formação cumpre o papel de liderança e coordenação dentro de um contexto multidisciplinar. Com certo conhecimento em várias disciplinas como engenharia, marketing e tecnologia, sua expertise em arquitetura é utilizada para planejar e obter o melhor de cada espaço e situação.

 

Sustentabilidade e Humanização  – Em uma sociedade onde conceitos de sustentabilidade deixaram de ser tendência e tornaram-se um comportamento usual e obrigatório, buscar alternativas ecológicas que não agridam o meio ambiente é mandatório. Desde o emprego de bens duráveis até a especificação de equipamentos que possibilitem maior economia de energia (iluminação led, motores eficientes, válvulas de redução de fluxo de água, etc) cabe ao arquiteto aplicar tais recursos ao projeto. O conforto hidrotérmico é prioridade por impactar diretamente na permanência do cliente no local. A iluminação natural deverá ser aproveitada quando possível e a iluminação artificial deve proporcionar uma boa reprodução de cor. Sobre o fluxo, a gestão dos aromas e do lixo precisam receber um cuidado especial.

 

Desafios encontrados – O maior desafio é criar um modelo que seja passível de ser replicado em espaços diversos, contextualizando-o dentro do local inserido. Para isso é preciso definir claramente os materiais empregados no acabamento, os equipamentos e os fluxos. Deve-se evitar a personalização excessiva para não restringir um projeto a um endereço ou região. Dentro de uma escala de 0 a 100, 80% deve ser padronizado para manter a imagem da marca e 20% pode ser regionalizado.

 

 

Conclusão:

Em uma rede, seja na saúde ou no varejo, é necessário buscar um conceito funcional e físico a se reproduzir e não sua cópia fiel, sendo necessário conhecer a fundo os valores e princípios do cliente e traduzi-los para o ambiente. O mote é criar a individualidade da marca, não da rede, não de cada loja em uma rede.

A acr arquitetura traz para este novo nicho das padarias o know-how adquirido nas redes de saúde. Apesar das diferenças, com empenho e dedicação, buscando alternativas verdes e aplicando conceitos de humanização de espaços, acreditamos ser possível agregar valor e trazer personalidade para cada projeto.

 

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