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A expertise da acr em projetos de CRH – Centro de Reprodução Humana

A expertise da acr em projetos de CRH – Centro de Reprodução Humana

19 de março de 2018

Segundo dados atualizados da Anvisa, somente em 2016 foram congelados 66.597 embriões no Brasil – o dobro do registrado em 2012. Os números mostram que a gestação continua sendo adiada em prol da carreira, formação acadêmica, estabilidade financeira ou formação de patrimônio.

 

Além das situações que caracterizam a gravidez planejada, há homens e mulheres que recorrem ao congelamento de esperma e óvulo, respectivamente, para se prevenir contra tratamentos de saúde agressivos (quimio ou radioterapias), para ter filhos depois do 35 anos ou ainda para serem utilizados em casos de reprodução assistida em relações homoafetivas.

 

Enquanto algumas famílias esperam o melhor momentopara ter um filho, outras já se sentem mais do que preparadas: o relatório de 2016 também registrou que 67.292 embriões foram transferidos para dar início a uma gravidez. E começa aqui uma etapa delicada, que envolve os mais diferentes sentimentos.

 

As famílias em geral ficam apreensivas com a expectativa de a gestação vingar ou não. É um momento único e pessoal, que alguns preferem viverde forma discreta. E o projeto arquitetônico de um centro de reprodução humana, ou CRH, tem um papel essencial nesse processo, criando espaços acolhedores que priorizem o atendimento humanizado, a privacidade dos clientes e o fluxo de operações, sem perder de vista os protocolos técnicos da saúde.

 

Assim são todos os projetos assinados pela acr arquitetura, que atendeu diferentes médicos, em diversas cidades com foco em públicos variados. Já são mais de 12 CRHs nos últimos 14 anos, como a sede da Huntington Medicina Reprodutiva, na Avenida República do Líbano, e suas filiais de São Paulo, Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ); o CRH do Hospital Sírio-Libanês, a Clínica Dr. Carlos Izzo e a doDr. Pedro Monteleone, em São Paulo e Santo André (SP); o CRH do Hospital das Clínicas na capital paulista, onde o tratamento é gratuito; um projeto em Luanda, Angola, e mais dois projetos em andamento.

Humanização, discrição e fluxo dedutivo caminham juntos na arquitetura de um CRH

Mais do que em qualquer ambiente de saúde, um CRH precisa pensar em um atendimento mais humanizado.

 

Para garantir privacidade, sempre que possível, sugerimos mais de uma sala de espera. Menores e mais intimistas, com uma ambiência que remeta ao a um ambiente doméstico. Dessa forma as famílias tendem a se sentir mais relaxadas enquanto aguardam atendimento. Na sede da Huntington, por exemplo, há até um espaço ecumênico, com uma fonte de água, simbolizando a vida, onde as pessoas podem rezar ou apenas meditar, independentemente da sua crença religiosa.

 

Um cômodo que merece atenção é onde o homem colhe o sêmen. Equipado com TV, vídeos e revistas, além de pia e mictório (exigência sanitária), o espaço oferece o conforto e a atmosfera de um quarto de hotel e conta com bom isolamento acústico. Há também um passthrough onde o sêmen colhido passa diretamente ao laboratório em que o material será manipulado, evitando, assim, contato visual entre doador e colaborador. Tudo pensado para deixar o homem à vontade e evitar eventual constrangimento.

 Centro de Reprodução Humana: Normas técnicas da Vigilância Sanitária seguidas rigorosamente

A RDC é bastante exigente na área técnica de um CRH, onde o fluxo de operações e as instalações são muito importantes. Além da sala de procedimentos e da área de recuperação pós-anestésica – RPA, onde as mulheres devem ser monitoradas antes de ir para o apartamento ou receber alta, existem três laboratórios específicos: de andrologia (onde é manipulado o sêmen), congelamento e fertilização in vitro (FIV).

 

Para a sala de procedimentos e laboratórios existem normas técnicas específicas, que determinam regras claras para iluminação, ar-condicionado, com níveis definidos de pressão, controle de temperatura e umidade para cada ambiente, garantindo assim a segurança de óvulos, espermas e embriões e dos colaboradores.

 

São muitos os detalhes a serem observados durante o projeto arquitetônico para que tudo funcione de forma orquestrada. Exemplo? O laboratório de criogenia precisa ter pressão negativa para tirar do ambiente o nitrogênio eliminado naturalmente dos tanques quando abertos. Sendo o nitrogênio um gás pesado, a exaustão tem de ser no nível do piso, detalhe muito importante. Qualquer alteração compromete seriamente o nível de oxigênio do ambiente. Para alertar os colaboradores de possíveis problemas, a Vigilância Sanitária exige a colocação de um alarme do lado de fora do laboratório, que indicará se algo de errado estiver acontecendo no lado de dentro. Assim, o profissional de saúde pode antes checar pelo visor da porta o oxímetro, entrar e resolver a “emergência” com assertividade.

 

E não pense que acabou! Além de todo o fluxo de procedimentos e de pessoas, o projeto arquitetônico tem de prever cuidadosamente a entrada e saída de facilities, o acesso exclusivo de funcionários e terceirizados e também o indispensável tráfego de insumos hospitalares, material genético, torpedos de gases etc. E tudo isso instalado numa área mínima de 400 metros quadrados – tamanho ideal para o bom funcionamento de um CRH. É um verdadeiro quebra-cabeças, e é disso que a acr gosta!

 

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