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Importância da iluminação na arquitetura hospitalar.

Importância da iluminação na arquitetura hospitalar.

19 de outubro de 2017

Quando as pessoas se sentem bem em algum ambiente, costumam dizer que ele é aconchegante, confortável, acolhedor. Caso contrário, ficam inquietas, incomodadas, com vontade de ir embora. Nos dois casos, se questionadas, são capazes de dar “n” motivos para explicar as diferentes sensações. Pouca gente, porém, associa essas percepções à iluminação.

 

Artificial ou natural, a iluminação faz muita diferença porque ela envolve – bem ou mal – qualquer espaço, reproduzindo bem ou não as cores, proporcionando acolhimento ou não, sendo útil ou não para a realização de atividades. Se correta, tem o poder de elevar o astral de quem frequenta o lugar. Se errada, pode causar estresse, irritação e até falta de concentração e baixa produtividade.

 

A luz solar

Dá para imaginar, então, sua imensa importância no ambiente hospitalar e de saúde onde o foco maior deve estar no conforto e bem-estar dos pacientes e seus colaboradores. O hospital é um espaço de cura e reabilitação, e quanto mais humanizado for, melhor e mais rápida será a recuperação dos pacientes, pois proporciona uma boa relação entre as pessoas e o meio. http://www.acr.arq.br/blog/arquitetura-servico-da-saude

 

De uns anos para cá, com a crescente valorização da sustentabilidade e da humanização nesses espaços, aposta-se muito na luz natural para proporcionar melhor qualidade no ambiente do trabalho. Afinal, quando se está dentro de um hospital, as pessoas acabam não convivendo com a paisagem externa, não sabem se está chovendo, se faz sol, se é de manhã, de tarde, de noite. Elas simplesmente perdem a noção de tempo.

 

Por isso, atualmente, prioriza-se nos espaços de longa permanência – como salas de espera, de exames de longa duração e quartos de internação – o contato visual com o ambiente externo e, consequentemente, com a luz natural, fazendo bem para a saúde e o estado psicológico do paciente, do visitante e de todos os colaboradores.

 

A luz solar, porém, nao é benéfica por si só, precisa de controle. Ela pode ofuscar se excessiva e esquentar demais o ambiente. Normalmente, quando um arquiteto recebe um lote para construir um edifício, analisa o melhor lado para usufruir da luz natural de forma produtiva. Mas nos grandes centros urbanos não funciona assim. Geralmente é preciso trabalhar com lotes confinados no meio da cidade, onde não temos como orientar o edifício em função do sol. Isso acontece muito quando se faz reformas. É desafiador, porque é preciso pensar em como dispor o lauyout interno em função da orientação solar e criar barreiras internas ou externas para controlar vãos e a entrada de luz e de calor.

 

Tecnologia nem sempre a favor

Para impedir a incidência direta de radiação solar no interior de um edifício, uma saída arquitetônica é o brise-soleil, evitando o calor excessivo. É um recurso historicamente antigo que vem sendo deixado de lado em prol de mecanismos tecnológicos atuais, muitas vezes paliativos, que deixam o calor entrar para compensar com o ar-condicionado.

 

Os brises serão horizontais ou verticais em função da orientação solar. Um bom exemplo é a Rede de Hospitais Sarah Kubitschek, cujo projeto leva a assinatura de João Filgueiras Lima, o Lelé (1931-2014). Não se usa ar-condicionado no prédio todo: é só brise e ventilação cruzada. E funciona perfeitamente.

 

Este recurso arquitetônico, porém, esbarra no quesito preço: seu custo é alto e, por isso, muitas vezes essa proposta não é levada adiante. O que muitos não enxergam é que o custo se torna ainda maior para o meio ambiente e também para o ser humano que frequenta um lugar que poderia ser melhor ventilado e iluminado.

 

Existem outros recursos para controle do aquecimento interno das edificações, o telhado verde, a fachada ventilada e vidros de alta eficiência, evitam que o calor externo entre e isolam o ambiente externo do interno.

 

Relação Custo-benefício

Quanto à iluminação artificial, o LED – light emitting diode – é a melhor opção. Essa “fita de luz” pode ser desenrolada, permitindo fazer o desenho que quisermos – é tempo de esquecer a luz a que todos estamos acostumados. A troca de luz fluorescente por LED é um investimento que seguramente será pago no segundo ou terceiro ano após sua instalação.

 

Por quê? Espera-se que o LED de boa qualidade tenha uma durabilidade de 25 mil horas a 50 mil horas. Isso significa que um hospital que possui muitos corredores sem janelas, que ficam com luz acesa 24 horas por dia, todos os dias do ano, não vai trocar a iluminação por dez anos. Traduzindo: o LED tem eficiência enérgica e baixa manutenção.

 

Solução luminotécnica para cada ambiente

Em hospitais, alguns espaços requerem luminosidade diferenciada e controlada. Uns precisam ser mais escuros para contraste de vídeo, de imagem e afins. Outros, como a sala cirúrgica, necessita de luz direta sob a cama e a mesa de trabalho. Cirurgiões-dentistas e dermatologistas também contam com luz que reproduza bem a cor para oferecer um melhor atendimento.

 

Quem é idoso, por exemplo, gosta de claridade para se sentir seguro. Mas pessoas que frequentam o setor oncológico tem fotossensibilidade por causa da quimioterapia e, por isso, preferem ambientes menos iluminados. São muitos detalhes. O importante é escolher a melhor e mais adequada solução luminotécnica, natural ou artificial, para cada espaço, priorizando sempre o bem-estar das pessoas e o meio ambiente.

 

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