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Modelo desruptivo de ambulatório do Hospital Israelita Albert Einstein

Modelo desruptivo de ambulatório do Hospital Israelita Albert Einstein

19 de setembro de 2018

No segundo semestre de 2017, o Hospital Israelita Albert Einstein promoveu um concurso para escolher o escritório de arquitetura responsável pelo projeto da unidade externa do ambulatório de especialidades médicas e núcleos de gestão de saúde.

 

Um ano depois, a unidade – com área de 2.700 m2 – foi inaugurada no bairro paulistano de Alto de Pinheiros. Segundo recente reportagem do jornal Folha de S.P., a instituição investiu R$ 25 milhões nesse espaço voltado para tratamentos de doenças que não demandam pronto atendimento.

 

Conforme o periódico, o presidente do HIAE, Sidney Klajner, declarou ser que baixar os custos do atendimento médico é muito interessante para o hospital. “Esse ambulatório é uma primeira experiência. Para o sistema ser menos oneroso, faz sentido oferecer mais atenção primária. A clínica tem investimento menor e deverá dar lucro em sete anos.”

 

ACR Arquitetura e conceito com foco no cliente

ACR foi um dos escritórios vencedores do concurso, apresentando o conceito de criar ambientes não só eficientes e agradáveis, mas acolhedores, funcionais, seguros e flexíveis, tendo como foco a inovação na assistência prestada.

 

Foram sugeridos quatro modelos de consultórios onde o espaço pertence ao cliente e não mais ao médico, mudando a ideia convencional de colocar o profissional no fundo da sala atrás de uma mesa, como protagonista – a ACR propõe que o protagonista seja o cliente.

 

Assim, o primeiro modelo, denominado LOUNGE, tem uma cadeira para o médico e apenas um apoio para seu laptop, tem duas poltronas para o cliente e com ambiente contíguo para exame. O cliente é quem primeiro entra na sala e se acomoda em uma poltronas para aguardar o médico. Este, ao entrar, se senta na que está mais perto da porta e faz a anamnese, conversando de maneira mais próxima, como se ambos estivessem numa sala de estar, se houver exame, acontece no tal espaço contíguo. Ao término, o profissional se despede e vai atender outra pessoa, deixando o cliente na sala, otimizando tempo e processos.

 

No segundo modelo, denominado AMERICANO, o cliente entra na sala e se senta na maca tanto para fazer anamnese como exame. Para o médico, uma cadeira e apoio para o laptop, novamente sem a hierarquia representada pela tradicional mesa. Essa disposição possibilita um atendimento mais ágil e prático, sem perder o acolhimento, pois o médico está próximo do paciente.

 

O terceiro modelo, denominado TECNOLÓGICO, é uma variação do segundo: no lugar da maca, há uma poltrona reclinável, própria para exames clínicos, proporcionando mais conforto e também agilizando o atendimento. Nesse formato, existe ainda um telão usado pelo médico para demonstrar exames ou ilustrar explicações.

 

Consultórios personalizados para atender a todos

Esses três espaços tendem a levar qualquer instituição clínica a se organizar de outra forma, determinando qual tipo de especialidade médica ou de cliente se adapta melhor a esse ou àquele modelo. Uma pessoa mais idosa certamente ficará mais à vontade no consultório modelo Lounge, enquanto outra mais jovem certamente não se incomodará em se sentar diretamente na maca.

 

Foi proposto ainda, pela ACR, o consultório da TELEMEDICINA, a quarta variação. Nele, o cliente – acompanhado de um médico generalista ou técnico – se senta à mesa de frente para um telão. Do outro lado, está um médico especialista que remotamente faz o atendimento. O ambiente onde está o cliente e este médico são espelhos, isto é, apresentam os mesmos acabamentos, móveis e cores, gerando a sensação de ambos estarem na mesma sala, apesar do atendimento remoto, se sentem próximos.

 

Vale destacar que essa é uma tendência mundial. A arquiteta Eleonora Zioni, em seu livro Planejamento Físico-funcional e Hotelaria em Saúde, relata que o Hospital Mercy Virtual Care Center com 11 mil metros quadrados de área em Chesterfield, no Missouri (EUA), foi inaugurado em 2015 sem nenhum leito nem a presença física de pacientes: os 300 médicos atendem 100% por telemedicina. E vem funcionando dessa forma até hoje.

 

ambulatório do Hospital Israelita Albert Einstein

Do subsolo ao rooftop: ambientes com identidade própria que promovem o acolhimento

No novo endereço do ambulatório do HIAE em Alto de Pinheiros o cliente chega, na maioria das vezes, de carro e o deixará no estacionamento, localizado no subsolo, que tinha o aspecto de uma simples garagem, escura e manchada. A solução sugerida pela ACR foi criar um ambiente diferenciado, com uma comunicação visual atraente, para que esta experiencia do cliente também fosse positiva.

 

O rooftop foi concebido para ser um local que promovesse a saúde, com jardineiras e piso adequado para vários tipos de atividades e eventos ao ar livre, como nutrição, atividades esportivas, relaxamento, além de oferecer uma vista única da cidade.

 

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