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O escritório de arquitetura hospitalar e de saúde do século XXI

O escritório de arquitetura hospitalar e de saúde do século XXI

01 de maio de 2018

Beep. O sinal do celular avisa que um e-mail chegou à caixa postal. É a confirmação de um compromisso que acontecerá dali dois dias. Simples assim. Fácil assim. Hoje em dia usamos diferentes aplicativos no dia a dia para cuidar de diferentes assuntos. Se bobear, nem falamos mais ao telefone: tudo acaba se resolvendo com uma troca de mensagens. Inclusive assuntos envolvendo a saúde.

Segundo dados da CIOnet, comunidade europeia de executivos de TI, em cerca de dez anos 75% das pessoas usarão os serviços digitais inclusive na área da saúde. Aqui no Brasil, transformar esse setor por meio da tecnologia é uma das premissas mais discutidas por causa de seu grande potencial: são mais de 270 mil estabelecimentos, entre laboratórios, hospitais e centros clínicos. É o sétimo maior mercado de saúde do mundo e passa por uma fase de mudança na gestão dessas instituições.

O assunto não é novo e a cada instante surgem opções tecnológicas que simplesmente encantam os usuários, como as inovações que auxiliam em tratamentos ou acompanhamentos médicos a distância. Mesmo maravilhadas com a tecnologia digital, as pessoas querem se sentir cuidadas, acolhidas, buscando sempre as melhores condições de atendimento.

 

A humanização do atendimento e do espaço é tão importante quanto a tecnologia.

 

A humanização na saúde parece um caminho sem volta. Mas ela já foi deixada de lado em diversos momentos. Em 2010, a autora Esther M. Sterberg, em seu livro “The Science of Place and Well-Being” sobre os chamados “healing spaces” (espaços que curam), conta que em 1902 o arquiteto Lluís Domènech i Montaner coordenou o novo projeto do Hospital de La Santa Creu I Sant Pau, localizado em Barcelona, priorizando a luminosidade natural e a vegetação em diversos pontos da construção: a antiga instalação não teve a preocupação em garantir a sensação de bem-estar entre os pacientes.

Nessa mesma publicação, a autora relata que, em 1980, um pesquisador fez uma descoberta: pacientes que mantinham contato com a natureza se recuperavam mais rápido que aqueles que ficavam distantes. Mesmo uns e outros profissionais constatando que a humanização está diretamente ligada à saúde do corpo e da mente, passou-se mais um período frequentando-se ambientes hospitalares e de saúde assépticos, frios, distantes. E cada vez mais tecnológicos.

 

A importância do ambiente no projeto hospitalar.

 

Logo no começo dos anos 2000, mas precisamente em 2001, o casal Susan e Henry Samueli lançou o conceito optimal healing environment – OHE, lançado pelo Instituto Samueli. A instituição fundada em 2001 na cidade de Alexandria, no estado americano de Virgínia, realiza constantemente pesquisas inovadoras em práticas de cuidados de saúde que podem melhorar a vida de pessoas em todo o mundo.

O propósito da instituição foi – e continua sendo – o de estabelecer a ciência da cura e do bem-estar. E os ambientes de saúde têm fundamental importância nesse processo: eles podem, sim, se tornar espaços de cura, interferindo diretamente na capacidade do organismo de reagir e se recuperar.

Como? Promovendo a sensação de conexão entre mente, corpo e espírito por meio de diferentes ferramentas, como a qualidade de luz, dos sons, do ar e da temperatura. Sabe-se que um ambiente físico pode despertar sentimentos de serenidade e calma, mas também pode provocar a sensação de rejeição, indiferença e insegurança, o que só prejudica quem busca atendimento de saúde.

O papel do ambiente de cura é, então, reverter o estresse e o medo oferecendo um espaço não apenas agradável, mas de acolhimento. E essa recepção mais humanizada hoje em dia tem começado até mesmo na sala de espera de hospitais e espaços de saúde. 

 

Os benefícios da arquitetura de cura para o setor da saúde.

 

Para humanizar ambientes hospitalares, o escritório de arquitetura dos novos tempos tem de compreender um volume muito grande de informações, que pedem aprofundamento e muito conhecimento – o projeto arquitetônico de saúde é fruto de um conjunto amplo de parâmetros, normas, medidas, procedimentos médicos e clínicos.

O papel do arquiteto, mais do que nunca, é entender com clareza o negócio do cliente. Seu projeto tem a missão de impactar no tempo de recuperação de um paciente, incluindo estadias hospitalares mais curtas, menos infecções contraídas, maior bem-estar e redução da dor.

E muitas vezes os recursos para obter resultados excelentes são simples. De acordo com um estudo da Environmental Design Research Association, durante as semanas em que cartazes de cenas da natureza foram pendurados no salão de uma clínica psiquiátrica aguda, os pacientes se mostraram 70% menos agressivos e agitados durante a administração da medicação dos dias em que as paredes estavam brancas.

 

ACR:  a cada projeto hospitalar e de saúde executado, mais expertise para atuar em novos desafios.

 

Sempre antenada ao que acontece no mercado e disposta a superar as expectativas de seus clientes, a acr arquitetura estabeleceu um grupo de criação que olha de maneira mais humanizada para todos os projetos hospitalares e de saúde do escritório. Colocando-se no papel do paciente, arquitetos questionam escolhas feitas em prol de seu conforto e bem-estar. É nesse momento de total empatia em que são feitos possíveis ajustes do projeto. O propósito é oferecer sempre um ambiente que possa melhorar o processo de cura.

 

 

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