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Projetos para Clínicas de Reprodução Humana

Projetos para Clínicas de Reprodução Humana

02 de junho de 2016

Hoje vamos falar de um segmento de saúde super especializado e que vem crescendo e se popularizando nos últimos anos: as Clínicas de Reprodução Humana. Só para se ter uma ideia, segundo dados da Anvisa, houve um aumento de 106% no número de procedimentos de fertilização  entre 2011 e 2014 (passaram de 13.527 para 28.871). Outros dados que chamam a atenção são o congelamento de embriões, que aumentou 763% entre 2008 e 2014 (passou de 5.539 para 47.812) e o grande volume de congelamento de óvulos (mais de 35 mil no ano passado, 15 mil só no Estado de São Paulo).

Vários motivos são listados para justificar estes números. O mais comum se refere ao adiamento da gravidez entre casais que priorizam antes o investimento na carreira, formação acadêmica, estabilidade financeira ou formação de patrimônio. Entre mulheres solteiras, além destes motivos em que o adiamento da gravidez é planejado, há ainda a espera pelo parceiro ideal, prevenção contra tratamentos de saúde agressivos (quimio ou radioterapias) ou até mesmo reprodução assistida em relações homoafetivas (hoje já reconhecidas pela legislação).

A Sede da Huntington no Ibirapuera

Iniciamos nosso trabalho com a Clínica Huntington em 2004, época em que eles pretendiam inaugurar uma nova sede, com o dobro do tamanho original (de 400 para 800 metros²). Como na época o mercado de Reprodução no Brasil ainda era limitado, estudamos referências das melhores Clínicas da Espanha para o desenvolvimento da nova sede. E, em pouco tempo, a Clínica se tornou referência nacional no ramo, porque era a maior e mais bem instalada Clínica do Brasil.

 

Hoje, a Huntington é o maior grupo de Reprodução Assistida  do Brasil e da América Latina. E, conta com as unidade do Ibirapuera (sede), Campinas e Vila Mariana.

Desde o início, priorizamos o aspecto da humanização no projeto da Huntington como tradução de um de seus principais valores: oferecer apoio emocional aos clientes.

Expertise em Arquitetura de Clínicas de Reprodução Humana

Além de todos os protocolos técnicos tradicionais dos ambientes de saúde, este segmento ainda exige  atenção a mais dois: a privacidade dos clientes e o fluxo de operações.

A procura por este tipo de serviço por casais não é uma decisão fácil, em geral é um assunto delicado, por vezes até tabu, e muitos preferem optar pela discrição. Na Huntington esta discrição se estende até a fachada, que não recebe identificação corporativa para prevenir qualquer exposição de seus clientes.

Já no interior da clínica, ao invés dos ambientes hospitalares grandes, frios e impessoais prevalecem os sinais visuais de aconchego, em ambientes menores e reservados. Usamos luz indireta e amarelada nas salas de espera, cores para contrastar os ambientes, móveis, tecidos, madeira, estantes, livros, plantas e artes. Na Sede da Huntington, fizemos também uma sala de estar externa, junto ao jardim, além de um pequeno altar ecumênico, onde os clientes podem depositar a sua fé, independente da sua crença religiosa.

Normas de Vigilância Sanitária

Nos ambientes técnicos, os ambientes são amplamente iluminados e o fluxo de operações foi desenhado no sentido de permitir que pacientes e colaboradores se cruzem o mínimo possível em corredores ou áreas comuns, visando o resguardo da privacidade dos primeiros. Também neste sentido, as unidades contam com entrada e saída exclusiva de facilities, o que permite o acesso restrito de colaboradores e tráfego imperceptível de insumos hospitalares, material genético, torpedos de gases, etc.

Os laboratórios atendem a todas as normas técnicas, que especificam regras claras para controle de ar condicionado, com níveis de pressão, controle de temperatura e umidade. Há 3 tipos de laboratórios: os de andrologia, congelamento e Fertilização in Vitro (FIV).

A sala de coleta de sêmen fica contígua ao laboratório de andrologia, para que o homem possa realizar a coleta em ambiente reservado e acusticamente preservado, mas sem aparência de hospital, assemelha-se muito mais a um quarto de hotel. O sêmen devidamente acondicionado é colocado em um PT (pass throught) com comunicação com o laboratório e sem nenhuma interação humana.

No laboratório de congelamento, o material genético será congelado em tambores repletos de nitrogênio. A RDC preconiza que a porta deste laboratório tenha visor de vidro para visualização externa do medidor de oxigênio, além de alarme luminoso externo e pressão negativa, medidas de segurança para o colaborador.

No laboratório de FIV é onde ocorre a fertilização do óvulo com o sêmen coletado. Este ambiente requer ar condicionado classificado em pressão positiva, para o controle das partículas no ar. Neste ambiente também ficam as incubadoras com os embriões, que necessitam manter as condições de temperatura, pressão de oxigênio e dióxido de carbono estabilizadas.

Estes ambientes são ainda monitorados 24 horas por dia e são interligados a sistemas de alarmes e nobreaks. Se a energia cair, o gerador entre em ação em 5 segundos e o nobreak sustenta o funcionamento dos equipamentos neste período, sem interrupções. Tudo fica ainda interligado ao celular do responsável que é prontamente notificado em caso de ocorrências como estas.

Além dos projetos da Huntington, a acr arquitetura, graças à expertise adquirida, desenvolveu também os projetos de CRH (Clínica de Reprodução Humana) para o Hospital das Clínicas e o Hospital Sírio Libanês em Sao Paulo (fotos abaixo), as Clínicas do Dr. Carlos Izzo e do Dr. Pedro Monteleone , além de um projeto internacional em Luanda, Capital de Angola, na África.

Cada projeto com seus desafios e peculiaridades, mas também com o suporte de uma equipe altamente especializada em arquitetura hospitalar, humanização e hospitalidade.

 

Aproveite também para conhecer a matéria publicada na edição 19 da Revista Health Arq, onde o nosso Sócio Diretor, Antonio Carlos Rodrigues dá uma entrevista sobre a complexidade de se aliar técnica e humanização no projeto de Clinicas de Reprodução Humana.

 

 

 

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