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Seis práticas para ser sustentável e economizar até 70% na construção

Seis práticas para ser sustentável e economizar até 70% na construção

16 de janeiro de 2017

A arquitetura, como já mencionamos recentemente em nosso blog, está entre os segmentos mais importantes quando pensamos em sustentabilidade. Mas por qual motivo esse segmento é tão  importante e pesquisado, trazendo a cada dia uma inovação diferente? De acordo com pesquisas e estudos recentes podemos afirmar que a construção é um dos vilões do consumo de recursos naturais não renováveis. No Brasil, estima-se que 50% da madeira não certificada, 34% da água e 40% de recursos naturais de outras espécies são direcionados para a área. Diante de estatísticas tão alarmantes nasceu a necessidade de buscar alternativas para minimizar esse impacto.

 

A arquitetura sustentável, ou arquitetura verde, vem promover o bem-estar e conscientização da população e profissionais da área sobre o consumo consciente da matéria prima de forma ecológica, executando projetos inteligentes, criando uma relação saudável entre a edificação e o seu entorno, trazendo economia de tempo e dinheiro durante a execução. Em meio a tantos materiais e técnicas, listamos algumas das práticas mais efetivas e simples para integrar seu projeto:

 

Telhado Verde: Concatenando economia, beleza e sustentabilidade, o telhado verde é responsável por manter o conforto térmico e sua utilização evita a adoção de técnicas mecânicas para o aquecimento e resfriamento do local. Sua aplicação pode diminuir as ilhas de calor em grandes centros urbanos, reduzindo em até 18 graus a temperatura da cobertura. Sua manutenção demanda 60% menos de água para sua irrigação, quando comparado com um jardim convencional. Como o procedimento não traz resíduos de terra e vegetação, ainda é possível reaproveitar a água.

 

Tijolos Ecológicos: Usando a areia e resíduos de usinas siderúrgicas e petroquímicas para sua fabricação, os tijolos ecológicos dispensam o uso de barro vermelho, matéria prima tradicionalmente usada para a produção dos blocos, poupando assim recursos naturais. Sua fabricação pode ser realizada no próprio canteiro de obras, com o processo de curagem (secagem da mistura) sendo realizado apenas com água e sombra, dispensando os fornos, que utilizam a lenha como combustível. Sua utilização ainda cria isolamento acústico na construção e redução de custos.

 

Energia Solar: Segundo pesquisa realizada em 2014, a energia solar encontra-se em expansão no Brasil, com um aumento de  7,71 GWth (gigawatts térmicos), apresentando um crescimento de 4,5% no ano de referência. No tocante à arquitetura sustentável, a energia solar pode impactar edificações de duas formas: na primeira, de forma mais simples, aproveitando a iluminação natural com o posicionamento estratégico de janelas, claraboias e cobogós, mantendo as edificações iluminadas e confortáveis. Na segunda, com placas solares feitas de materiais condutores, que possibilitam transformá-la em eletricidade para iluminação e aquecimento de água.

 

– Isolamento sustentável de paredes: Independente do sistema de climatização utilizado em uma edificação, a equação entre a transmissão de energia entre o interior e o exterior deve ser considerada, bem como o bloqueio de sons de um ambiente para outro. Garrafas pet, jornais e até jeans reciclável são matérias primas duráveis, que oferecem um bom custo-benefício ao projeto. Quando utilizadas, oferecem inércia às paredes, reservando o calor e posteriormente liberando-o gradativamente, além de proporcionar conforto acústico, essencial na construção civil.

 

– Captação de água da chuva: Em construções sustentáveis, são inseridas calhas e rufos que direcionam a água coletada para um processo de filtragem. O primeiro retém a sujeira grossa e posteriormente passar por uma tela, que retém a poeira. Por último, a água é despejada em um reservatório, chamado de cisterna. Como a mesma não é potável, seu uso fica restrito a torneiras, vasos sanitários e demais estruturas onde pode ser utilizada. Adotar essa prática pode representar uma economia de 30 a 60% de água.

 

– Vidros eletrocrômicos: Chegando no mercado agora, os vidros inteligentes prometem gerar uma economia de até 25% em gastos com ventilação e ar condicionado. Através da aplicação de películas em sua superfície, é possível controlar a incidência de raios solares no ambiente. A energia elétrica é responsável por desencadear a reação, alterando a forma com a qual o vidro reflete a luz.

 

Observa-se que a aplicação de preceitos sustentáveis em projetos podem gerar uma economia de 70% durante sua operação de um edifício. No tocante à saúde física, funcionários e moradores de construções ecológicas são de 2 a 16% mais produtivos. A acr arquitetura em todas as categorias que ela atua, seja na arquitetura hospitalar, educacional, comercial ou residencial busca a excelência em seus projetos levando em consideração formas de minimizar o impacto ambiental que uma construção pode gerar. Acredita que é dever do arquiteto buscar soluções sustentáveis e tentar conscientizar o máximo possível as pessoas sobre a necessidade de preservação do ambiente natural. Sabe-se que não há como construir sem causar impacto, mas sempre é possível reduzir os danos e, quando estes forem inevitáveis, deve-se pensar numa compensação.

 

 

(Foto 1): A ONG Ateliê de Ideias, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo encabeça o projeto Bem Morar, que utiliza tijolos ecológicos para a construção de residências para a população em estado de vulnerabilidade social.

 

(Foto 2): Com aproximadamente 5 mil metros quadrados de painéis solares em sua cobertura, o prédio do Solar Powered Office Complex, localizado na na província de Shandong, noroeste da China, conseguiu suprir na margem de 95% suas necessidades energéticas.

 

(Foto 3): O telhado verde foi utilizado como manobra para recuperar os edifícios da Academia de Ciências da Califórnia. Lançando mão das transparências da edificação, foi possível promover a total integração com o Golden Park.

 

(Foto 4): Projetada pela Kengo Kuma & Associates, a Chise Experimental House, inspirada nas habitações de um grupo indígena japonês, teve em seu projeto a utilização de garrafas pet recicladas para manter o isolamento da residência. Sua utilização ainda permite a entrada de luz natural no interior na edificação.

 

(Foto 5): Vinícola Solar – Um projeto pioneiro na América Latina da Guatambu Estância do Vinho, em Dom Pedrito (RS), que desde maio deste ano, é a primeira vinícola do continente latino americano a ser movida totalmente a energia solar. Um parque solar com 600 painéis foto-voltaicos é o responsável por suprir 100% da demanda energética do empreendimento.

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