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Turismo de saúde no Brasil: uma grande oportunidade

Turismo de saúde no Brasil: uma grande oportunidade

16 de janeiro de 2019

Em outubro do ano passado, aconteceu o 11º World Medical Tourism Congress, um dos mais importantes eventos de Turismo de Saúde no mundo. Realizado em Orlando, nos Estados Unidos, reuniu representantes dos vários segmentos dos setores de saúde e bem-estar e do turismo. O próximo encontro anual já está marcado: acontecerá em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes.

Segundo estudos realizados pela Global Wellness Institute – organização sem fins lucrativos com a missão de capacitar o bem-estar em todo o mundo, educando setores públicos e privados sobre saúde preventiva e bem-estar –, a indústria de saúde e bem-estar é atualmente um mercado de mais de US$ 3,7 trilhões e engloba diferentes setores como fitness, cosmética, medicina preventiva, complementar e alternativa.

Conforme o mais recente levantamento, feito em 2015, somente o segmento de turismo de saúde e bem-estar foi responsável por 691 milhões de viagens realizadas naquele ano, representando 6,5% de todas as viagens turísticas.

 

O turista da saúde movimenta a cadeia produtiva

Tudo indica que nosso país tem grande potencial para atuar nesse nicho tão próspero e abrangente. Segundo a Associação Brasileira de Turismo de Saúde – Abratus, o Brasil ocupa atualmente a 22ª posição no ranking mundial Medical Tourism Index da Global Healthcare Resources – autoridade internacional mais abrangente do mundo no ramo da saúde, alcançando mais de 2,6 milhões de profissionais –, com crescimento de 20% ao ano.

Se há duas décadas os brasileiros embarcavam rumo ao exterior em busca de tratamentos médicos, Julia Lima, presidente da Abratus, alerta que esse fluxo mudou pelo menos há 15 anos. Consultórios, clínicas e hospitais nacionais vêm constatando o aumento do número de estrangeiros para se submeter a procedimentos médicos e odontológicos.

Entre os procedimentos mais procurados, conforme a Abratus, estão os de ortopedia, ligados à coluna (72%), os de oncologia e tratamento para câncer (72%), cirurgias plásticas (62%), cardiovascular (64%) e os de neurologia (52%). Os principais “turistas de saúde” são dos Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido, Egito, Omã, Alemanha e Kuait.

Segundo dados do Ministério do Turismo, o turista da saúde costuma viajar acompanhado por um familiar, permanece no Brasil em média 22 dias e gasta cerca de 120 dólares diários, movimentando uma cadeia produtiva muito grande. Economicamente, é um tipo de visitante que interessa tanto para municípios e/ou estados como também para empresas envolvidas no mercado de saúde.

 

São Paulo é o que mais se destaca, por ser um dos maiores centros de saúde do mundo

A cidade de São Paulo é, disparadamente, a mais procurada por ser um dos maiores centros de saúde do mundo. Conforme informações do Ministério do Turismo, o número de pessoas que procuram a capital paulista para realizar algum tratamento de saúde ou de estética tem mais do que dobrado nos últimos anos.

A capital paulista também é referência em várias áreas médicas, desde os tratamentos cardíacos até as cirurgias plásticas, possui mais de cem hospitais, entre públicos e privados, além de inúmeras clínicas com diferentes especialidades, centenas de laboratórios e SPAs sofisticados.

 

Tecnologia na área hospitalar e de saúde tem avançado no Brasil

Ainda segundo a executiva, a tecnologia na área hospitalar e de saúde tem avançado no Brasil, permitindo, por exemplo, que os resultados dos exames sejam acompanhados pela internet e acessados em diferentes idiomas. “Sistemas de telemedicina, meios de pagamento e serviços de concierge se unem para oferecer uma experiência espetacular, principalmente para quem busca saúde integrativa e longevidade”, completa.

Mas, para Julia Lima, um dos grandes atrativos para o estrangeiro que busca a cura física, emocional e também mais bem-estar e beleza no nosso país é a afinidade e a hospitalidade do brasileiro, que tornam o atendimento mais humano e confortável.

Mesmo assim, são poucos estabelecimentos no Brasil prontos para receber os turistas-pacientes, que geralmente chegam acompanhados de um familiar, fazem o seu tratamento e têm no hotel um complemento da sua recuperação. Porém, isso não significa que é preciso ter uma estrutura hospitalar no quarto, mas sim um ambiente que favoreça a sua plena recuperação e que seja de fácil mobilidade para ele.

O turismo de saúde é um mercado que envolve movimentação econômica e caminha para se tornar um setor de oportunidades para vários segmentos.

 

 

 

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